Os recentes escândalos contábeis em algumas gigantes empresas mundiais ressaltaram a importância das informações divulgadas nos demonstrativos contábeis. O mercado – entendido como investidores, governo, funcionários, for-
necedores, clientes – sentiu que precisava de informações mais seguras e de mecanismos aptos a monitorar as empresas e suas práticas. Para tanto, os demonstrativos contábeis deveriam espelhar os valores éticos das empresas,
fundamentados na transparência e na verdade da informação.
Surgiram então maneiras paralelas e alternativas de avaliação que não se limitam apenas as indicadores contábeis e financeiros, mas incluem uma avaliação cultural. Termos como responsabilidade social, empresa ecologicamente correta, sustentabilidade empresarial, governança corporativa, etc, são inseridos neste
contexto a fim de darem um diferencial de qualidade para as empresas que colocam estes conceitos em prática.
Mas ser socialmente responsável e ter boas práticas de governança corporativa, não é apenas interessante para o investidor ou para os usuários da informação. Para a empresa também é de grande valia que sua imagem seja vista com credibilidade para que possa angariar recursos de um mercado queempresta fundos a juros bem menores que as instituições financeiras convencionais, mas que ao mes-
mo tempo é cada vez mais exigente e cauteloso em fazê-lo.
Os administradores, contadores, gestores das empresas que almejam um horizonte de propriedade, terão que rever seus conceitos e se adaptar o mais depressa possível a este novo mercado de transparência e de valorização
do socialmente correto.
Autora: Clarissa Menzes – Pós-graduanda em Auditoria . Ufrgs
E-mail da Autora: clabm@bol.com.br