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M&M Contabilidade

Governo do Lucro e Neopatrimonialismo Contábil



Como direcionar uma empresa para que possa melhor conseguir o seu objetivo exige uma atenção especial com o “governo do lucro”.


Ou seja, para que se consiga ser eficaz quanto aos resultados é preciso que se obedeça a determinadas regras.


Existem proporções que precisam ser observadas com cuidado, através da orientação dos números que são espelhados pelos registros contábeis.


Acompanhar a situação de forma gerencial é o caminho certo, mas, deve inspirar-se também em estudos sobre as informações registradas.


Os registros, por si só, pouco resolvem em favor do bom proveito do capital, se não são submetidos a estudos e se estes não se fundamentam em bases científicas.


Tão complexo é o mercado em nossos dias que não se pode apenas confiar em custos, em controles internos, em informatização, sem que se procure analisar o comportamento do que se administra, sem que sejam seguidos modelos de comportamentos.


Estar informado, mesmo com amplos dados, mesmo na hora certa, só pode resultar em proveito administrativo se isso for feito buscando-se as explicações, ou seja, o que significam os dados e como deveriam ser para que deveras fossem bons.


Não basta saber, por exemplo, que se gastou tanto em uma determinada coisa, é imprescindível ter noção se tal dispêndio foi o adequado em face do lucro que se poderá ter.


Ou ainda, só o conhecimento do que representam os dados e como eles indicariam o que se deveria estar conseguindo, é que deveras pode ser considerado como uma competente “gestão do lucro”.


Uma doutrina moderna das ciências está sendo dedicada à questão, com grande profundidade.


Trata-se do “Neopatrimonialismo Contábil”.


O conceito de “Neopatrimonialismo” tem também sido empregado em política, muito utilizado pelos ativistas de esquerda, na ferrenha luta que movem contra o liberalismo.


Uma mesma palavra pode ter significados diferentes de acordo com a forma como é usada e com o fim que é empregada, quer na linguagem vulgar, quer na tecnológica, quer na científica.


No caso contábil, todavia, a expressão “patrimonialismo” é utilizada há quase um século, seguindo a tradição dos estudos superiores, científicos, para expressar a corrente de pensamentos que vê o patrimônio como objeto de estudos da Contabilidade; o “Neopatrimonialismo”, como decorrência, representa uma nova forma de ampliar os estudos precedentes, coerente com a grande evolução operada nas últimas décadas do século passado.


A contemporânea ótica de raciocínio dos Contadores está volvida para apresentar de forma lógica “como observar a empresa” ou a “instituição” (empreendimentos esses denominados na nova doutrina de células sociais), sob um ângulo amplo, humano, atada a todos os agentes que fazem movimentar a riqueza e que produzem transformações patrimoniais.


Assim, no caso do governo do lucro ela adverte que é preciso estudar as relações que podem medir como ele está sendo conseguido: se com eficácia, se de forma deficiente.


Para isso, sugere que se estude um conjunto de acontecimentos, mas, basicamente qual a relação entre o “lucro e a venda” e entre “o que se aplicou para produzir e o que se conseguiu vender”.


Como diriam os matemáticos : o lucro deve estar para a venda, assim como a venda deve estar para o investido na produção.


O conceito de investido na produção, todavia, é, no caso, amplo, ou seja, engloba o que se aplicou ampliando os meios de produção, como máquinas, instalações etc. e também o que se movimentou em custos técnicos e gerais (estes chamados de despesas).


Na essência o que a “proporção” procura evidenciar é que deve existir um lucro compensador pelo que se vende, como deve haver uma venda compatível com o esforço que se faz para conseguir os bens que vão ser vendidos.


Deve existir uma retribuição entre o que se investe para produzir e o que se recupera da inversão, assim como o recuperado deve deixar margem suficiente para remunerar a atividade.


Uma singela forma de ver a questão, mas, plena de verdade.


O acervo cultural que o Neopatrimonialismo Contábil vem apresentando em matéria de método para produzir modelos de comportamento do capital é deveras significativo e no caso do lucro é relevante tal doutrina o tem tratado com a seriedade que merece (basta ver o que está sendo realizado em trabalhos buscando-se a expressão neopatrimonialismo nos  veículos de busca da Internet como o da “google”).


Nossos dias não toleram mais o empirismo apenas no tratamento do governo das riquezas e nem apenas a concepção do histórico dos fatos, necessário sendo a visão holística das causas que fazem acontecer as transformações patrimoniais dos empreendimentos.


 


Autor: Antônio Lopes de Sá.
E-mail do Autor: lopessa.bhz@terra.com.br 


 


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