Proposta
prevê um prazo máximo de 30 dias no pagamento rotativo do cartão, com taxa de
juros equivalente à metade do valor atual
O presidente da República, Michel Temer, anunciou, em
22/12/2016, mudanças no sistema de pagamento do cartão de crédito para
permitir redução dos juros cobrados já no primeiro trimestre de 2017.
“Alguns dias atrás, eu, ministro Meirelles [da
Fazenda] e ministro Dyogo [do Planejamento] anunciamos que haveria uma redução
dos juros do cartão de crédito. E, de fato, os últimos estudos revelam que no
primeiro trimestre deste ano haverá uma redução de mais da metade dos juros
cobrados do cartão de crédito”, afirmou o presidente
Pela proposta do governo, as instituições financeiras
poderão oferecer um prazo máximo de 30 dias no pagamento rotativo do
cartão de crédito, transformando a operação automaticamente em crédito
parcelado.
“Em segundo lugar”, afirmou ou presidente,
“30 dias após – é isso
que está sendo imaginado – haverá
um parcelamento daqueles que não pagaram, e este parcelamento ainda receberá
juros inferiores, menos da metade do que é para o chamado rotativo”,
afirmou.
Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, hoje,
existe um incentivo do cartão para o consumidor continuar neste crédito
rotativo por um período muito mais longo. “Então a ideia é que isso seja
limitado a 30 dias e a partir daí transformado em crédito parcelado, em até 24
meses ou prazos inferiores, com taxas um pouco mais baixas”, esclareceu.
De acordo com o ministro, com a redução do prazo, o
governo espera que a taxa de juros praticada pelos bancos no crédito rotativo
caia para um valor aproximadamente de menos do que a metade do valor atual. “E
no parcelado, um valor de custo ainda menor”, acrescentou.
Hoje, quando o cliente paga apenas uma parte da conta do
cartão, sobre a parcela restante (crédito rotativo), incidem juros que
chegaram, em outubro, a 475,8% ao ano.
Meirelles avaliou que a possibilidade de também haver
queda no custo do crédito parcelado terá como consequência a redução do
comprometimento da renda mensal dos consumidores, em virtude da queda das
taxas.
O ministro citou, também, que haverá prazos maiores de pagamento,
flexibilidade com pagamento em parcelas menores e ampliação da capacidade de
consumo das famílias.
“Com isso, amplia-se, entre outras coisas, o prazo de
pagamento total do cartão, porque entrando no parcelado não só a taxa é menor,
mas pode-se também ter um prazo de pagamento substancialmente maior”, completou
o ministro.
Fonte: Portal Planalto, com informações do Ministério da Fazenda.