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M&M Contabilidade

Idec ajudará empresas na melhoria da qualidade dos produtos


Após 16 anos de atuação na área de teste e pesquisas, o Idec passa a compartilhar do seu know-how com as empresas que procuram melhoria de seus produtos e a satisfação dos clientes.

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), um dos pioneiros na realização de testes e pesquisas para verificar a qualidade de produtos e serviços, passa a compartilhar o “know-how” obtido em 16 anos de atuação com o setor industrial.

“O Idec já realizou mais de 150 testes e pesquisas com mais de 2.300 itens, priorizando os aspectos de saúde e segurança, que provocaram a mudança das normas técnicas de muitos produtos e resultaram em grande melhoria de qualidade para o consumidor”, afirma Marilena Lazzarini, coordenadora executiva do Idec. Ela diz que com o conhecimento acumulado pela entidade é possível alertar as empresas sobre as conseqüências de oferecer produtos de baixa qualidade e apontar caminhos para que a relação empresa-consumidor torne-se mais eficiente.

Um dos exemplos emblemáticos da atuação do Idec na melhoria da qualidade dos produtos é o dos preservativos masculinos. Em 1992 o Instituto divulgou os resultados de um teste com 7 marcas de preservativos nacionais, feito na Holanda, com um resultado preocupante: apenas uma das marcas poderia ser considerada boa, uma outra era apenas razoável e as outras cinco foram consideradas ruins. O resultado deveu-se ao fato das normas nacionais admitirem um nível de qualidade bastante inferior às normas internacionais. Como resultado dessa divulgação os regulamentos e normas nacionais foram revistos e aperfeiçoados. Em 2000, um novo teste foi feito com 17 marcas e encontrou apenas uma com problemas de segurança, mostrando a evolução do produto pela melhoria da sua regulamentação e fiscalização.


Outros exemplos:


Retirada do mercado e melhoria da qualidade de soquetes e material elétrico: o teste foi divulgado pela primeira vez em janeiro de 1995 e, devido aos poucos resultados alcançados, repetido em 1996. Dessa ultima vez houve movimentação dos órgãos de fiscalização e das empresas, o que resultou no recolhimento de materiais elétricos inseguros e a modificação do projeto dos soquetes (porta-lâmpadas) em particular. Para se ter uma idéia do impacto, o Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) de São Paulo fiscalizou, só em 2000, mais de 1,3 milhão de dispositivos elétricos, recolhendo cerca de 13 mil unidades fora dos padrões de segurança.


Cancelamento de registros de palmitos em conserva: Em teste publicado pelo Idec em 1994 com 25 marcas, cinco delas apresentaram problemas de acidez abaixo do nível determinado em Lei, lançando uma advertência sobre o risco do consumo desse produto. De fato, nos anos de 1998 e 1999, os palmitos em conserva foram responsáveis por três casos de intoxicações por botulismo. Em uma nova bateria de análise realizada em 99, com 32 marcas de todo o mercado nacional, sete marcas foram eliminadas na avaliação final por não oferecer segurança ao consumidor. Seis delas apresentavam acidez abaixo do determinado em Lei e uma apresentava contaminação por microrganismos. O Idec encaminhou os resultados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que estava revendo a legislação para o setor, e foi convidado a participar da revisão da regulamentação do produto. Esse regulamento permitiu o cancelamento dos registros de produtos e das respectivas empresas produtoras e distribuidoras de um grande número de marcas, dentre as quais marcas que foram eliminadas no teste.


Norma técnica para dar maior segurança às crianças nos playgrounds: em novembro de 1995 o Idec publicou teste denunciando problemas graves de concepção e manutenção em playgrounds públicos dos principais parques da cidade de São Paulo (Aclimação, Água Branca, Buenos Aires, Ibirapuera e Luz). Àquela época sequer existiam normas técnicas para ditar a segurança desses equipamentos, tanto que o Idec teve que pesquisar a legislação de países europeus para usá-las como referência para sua pesquisa. Como conseqüência direta desse trabalho, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) reuniu fabricantes, laboratórios, certificadores e o Idec, para criar uma norma técnica brasileira, publicada em julho de 1999. 

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