O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) acaba de divulgar resultado parcial da segunda edição da Pesquisa Ação Social das Empresas: no Sudeste, 71% realizazam projetos. No Nordeste, 74%. Outro estudo do organismo, também anunciado em dezembro e realizado em parceria com IBGE, GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas) e Abong (Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais), demonstra que, no Brasil, entre 1996 e 2002, o número de fundações privadas e associações sem fins lucrativos saltou de 105 mil para 276 mil e o de trabalhadores que empregam, de um milhão para 1,5 milhão. O desafio permanente do Terceiro Setor, para que a intervenção da iniciativa privada possa realmente produzir transformação significativa no País, é ampliar cada vez mais o engajamento de empresas e voluntários. Exemplo disto é o Teleton, maratona televisiva anual, cuja receita destina-se à AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), que detém os direitos da marca no País. De l998 a 2004, foram sete programas, totalizando uma receita acima dos R$ 90 milhões.
realiza mais de cinco mil atendimentos por dia, 96% dos quais gratuitos. Além da devida clareza, o marketing social não pode ser encarado como a finalidade precípua do voluntariado, responsabilidade empresarial ou atuação das organizações não-governamentais. Trata-se, em termos efetivos, de um instrumento destinado a contribuir para o sucesso das iniciativas de caráter público do setor privado, direcionadas ao bem comum. Uma frase sintetiza muito bem a questão: as organizações de caráter particular não devem realizar ações sociais para aparecer, mas podem aparecer por realizar ações sociais.
Autor: Philippe D’Audenhovedos- Gerente de Marketing da AACD e coordenador executivo do Teleton
E-mail do Autor: mkt-philippe@aacd.org.br
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