Eu já não agüento! Acredito que vocês também… Por isso o título no plural. O assunto é a violência urbana.
Onde vamos parar? Será que o Rio de Janeiro ( a quase ex-cidade Maravilhosa ) e São Paulo ( a locomotiva do Brasil) serão nossos parâmetros? Não acredito que chegaremos lá… Outros dizem que já estamos lá… Afinal, quem está com a razão? Se fosse programa de rádio já forneceria dois números, um para cada opinião. É assim que estamos hoje – onde vamos parar?
Está demais a violência urbana. As televisões, os rádios, os jornais só relatam fatos em relação à violência. Violência esta que está nos acompanhando em todos os lugares. Nas casas, no comércio, no transporte, nas escolas, nos restaurantes, nas ruas, enfim em todos os lugares.
O que é isso?
O que está acontecendo?
Estou preocupado com os fatos. É no país inteiro que estes fatos estão acontecendo. Nossas cadeias estão lotadas. Nossas casas estão todas gradeadas. Nós é que estamos presos nas nossas cadeias… Estamos vivendo uma verdadeira Selva de Pedra, ou melhor, uma Selva de Grades. A preocupação é tão grande que os profissionais de serralherias estão repletos de serviços pois quase toda a população urbana do país está se mantendo gradeada e presa dentro de sua casa, apesar de que nem com as grades se mantêm tranqüilas. Não se pode mais parar nas sinaleiras em função do sinal vermelho, pois o medo toma conta de toda a população.
Falo e escrevo medo. É esta a palavra dominante em todas as casas e em todas as rodas de conversas. Em todos nós. Gente com medo! Estamos com medo! Até quando?
Bem, o que fazer. Também não sei. Só sei que todos nós precisamos nos unir em torno da realização de algo para coibir estas atitudes violentas. Precisamos dar um basta! É o basta da família!
Todos nós ao levantarmos pela manhã para ir ao trabalho nos deparamos com as manchetes dos jornais: chacinas, assassinatos, drogas, arrombamentos, homicídios, roubos, mortes, tiros, balas perdidas, enfim devemos dar um basta!
Acredito piamente que o amanhã poderá e deverá ser melhor do hoje! Vamos nos ajudar. Vamos nos motivar. Sei que está sendo difícil este momento para todos nós. Sou otimista. Não podemos perder a paciência. Precisamos acreditar em nós.
Acredito, finalmente, que ainda poderemos ter dias melhores… Nós merecemos… Nossos filhos merecem… Nossos filhos merecem lazer sem ficar com medo da violência. Nós não precisamos ficar inquietos com a saída de nossos filhos. Precisamos um pouco mais de tranqüilidade. Chega de violência!
Autor: David Iasnogrodski – engenheiro, administrador, escritor
E-mail do autor: david.ez@terra.com.br
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