Dois projetos gaúchos de usinas termelétricas foram habilitados para participarem dos leilões de energia provenientes de novos empreendimentos, identificados como “usinas botox”. Jacuí 1, em Charquedas, com 251 MW médios, e Seival, em Candiota, com 389 MW médios, foram relacionadas entre as 15 empresas habilitadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo publicação do Diário Oficial. Outras 48 empresas que já faziam parte da relação de empreendimentos que farão parte do próximo leilão de energia nova, que deve ocorrer em julho.
“A inclusão destes empreendimentos no leilão de venda de energia nova representa a reativação dos projetos carboníferos no Rio Grande do Sul”, avalia o secretário de Energia, Minas e Comunicações, Valdir Andres. Segundo ele, com a confirmação da compra de energia destas usinas no leilão do meio do ano, os projetos serão concluídos pelos investidores responsáveis – no caso, a Tractebel (Jacuí) e a Copelmi (Seival).
A usina Termelétrica Jacuí I, projetada para consumir 1,5 milhão de toneladas por ano de carvão mineral, teve suas obras civis iniciadas em 1985, tendo atingido um avanço físico de 85%. O prazo de conclusão da usina, que terá investimento de US$ 200 milhões, é de 24 meses. Andres calcula a criação de 1400 empregos diretos, 3400 indiretos e 580 permanentes. A Usina Termelétrica Seival, em Candiota, tem investimento previsto de US$ 800 milhões e prazo de conclusão de 36 meses. Serão criados 2500 empregos diretos, 2.700 indiretos e 2500 permanentes.