Um dia destes de outono fiquei observando atentamente o trabalho árduo de uma formiga.
Estava ela andando com um peso que deveria ser bem maior do que o peso dela.
Era seu trabalho.
Não reclamava de nada.
Andava sozinha…
Andando.
Andando.
Por vezes se desequilibrava e colocava novamente o seu “fardo” e lá ia ela cumprindo sua missão.
Sem reclamar nada…
Andando.
Andando.
Fiquei a olhá-la e pensando “com meus botões”:
Quantas vezes reclamamos das nossas tarefas.
Nem sempre são muito pesadas.
Mas a reclamação vem sempre!
E elas, as formigas?
Trabalham,
Trabalham,
Andam,
Andam,
E às vezes estão perto do seu destino final e chega um sapato e põe fim a todo aquele esforço… Põe fim à carga e a ela – a formiga.
Outras ficam apavoradas.
“Será que teremos a mesma sorte?”
“E o nosso trabalho?”
“Vamos ter que continuar é a nossa missão…”
Cada dia é um dia.
Cada hora é uma hora.
“Nem sempre vamos encontrar um sapato grande, talvez possamos ter caminho livre para nossas missões – o pensamento positivo é muito importante em todos os momentos, desde o raiar do dia a te a última hora”.
Fico a pensar: “Reclamar porque?” Do sapato grande?
E a formiguinha que está sempre trabalhando e às vezes encontra o “dito sapato” e não reclama…
Reclamar porque?
Vamos continuar com a nossa “gincana” diária. Cada um cumprindo com suas tarefas. O prêmio está logo ali…
Logo ali…
Logo ali!
Logo ali?
Onde será o “logo ali?”
Alguém saberá me responder???
Por David Iasnogrodski.