Representa
um ato de dirigir o funcionamento dos registros contabilísticos, que são os
fatos permutativos, modificativos ou mistos. É um meio empregado pela
administração de uma pessoa física ou jurídica, para chegar a um fim desejado,
lícito ou ilícito, como por exemplo: maquiar um balanço ou revelar a verdade
patrimonial que estava oculta por uma dissimulação. Pode ser uma técnica para
estornar erros ou complementar registros, ou ainda, lamentavelmente, ser
utilizada para disfarçar as intenções reais, como a criação de ativos ou
passivo fictícios, podendo ser a manobra, um ato dirigido para a omissão de
ativo ou de passivos.
Uma vez que a ciência
da contabilidade é neutra em relação aos interesses dos seus usuários, podendo
ser utilizada tanto para promover uma informação correta, o “bem”, como para
gerar uma informação inadequada, o “mal”, sendo fato notório, que para ser
aplicada uma manobra, é necessário sempre alguém com uma formação ou
conhecimento prévio da ciência.
As reflexões contabilísticas servem de guia referencial para a criação
de conceitos, teorias e valores científicos. É o ato ou efeito do espírito de
um cientista filósofo de refletir sobre o conhecimento, coisas, atos e fatos,
fenômenos, representações, ideias, paradigmas, paradoxos, paralogismos,
sofismas, falácias, petições de princípios e hipóteses análogas.
Por Prof. Me. Wilson Alberto Zappa Hoog