Em 2003 foram criados 645.433 empregos formais no País, representando um crescimento de 2,89%. Os dados são do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo a análise, a elevação do nível do emprego foi registrado em quase todos os setores produtivos, com destaque para o de Serviços com a geração de 260.285 postos (+2,92%), o Comércio, com a abertura de 225.908 vagas (+4,78%), a Indústria de Transformação, com a criação de 128.791 novos empregos (+2,47%), e o Setor Agrícola, com o incremento de 58.198 novos assalariados (+5,07%).
Esse resultado foi determinado pela boa performance do comércio exterior, conjugado com crescimento do agronegócio, e a fatores conjunturais como a redução da taxa de juros. A Construção Civil, por motivos estruturais, foi o único setor que reduziu o estoque de trabalhadores, eliminando 48.155 postos (-4,16%). Entretanto, a partir de maio de 2003, esse setor registrou performance mais favorável em relação ao mesmo período do ano anterior, apresentando trajetória de crescimento ininterrupto entre abril e outubro.
No que se refere à Indústria de Transformação, merecem destaque a Indústria de Alimentos e Bebidas, com a criação de 55.605 postos (+4,97%), a Indústria Metalúrgica (+16.466 postos ou +3,20%), a Indústria Mecânica (+13.014 postos ou +4,44%) e a Indústria de Material de Transporte (+11.883 postos ou 4,0%). No setor Serviços, os maiores saldos foram observados nos Serviços de Comércio, Administração de Imóveis (86.204 postos ou +3,38%) e nos Serviços de Alojamento e Alimentação (+62.386 postos ou +2,47%).
Em termos geográficos, os dados demonstram expansão em quase todos os estados. Os maiores saldos foram registrados em São Paulo (+171.509 postos), em Minas Gerais (+75.649 postos) , no Paraná (+62.370 vagas) e no Rio de Janeiro (+58.547vagas).
Em 2003, as Regiões Metropolitanas responderam pela abertura de 193.713 novas vagas, o que representou crescimento de 2,04%, percentual inferior ao divulgado para a totalidade do País (+2,89%). Os dados revelam, também, que o dinamismo da geração de empregos se concentrou no interior dos estados se comparados ao resultado da respectiva região metropolitana, reflexo, em grande parte, do desempenho de atividades ligadas ao agronegócio. O Ceará foi o único estado onde a variação do emprego na Região Metropolitana superou a média do estado.
Devido à sazonalidade negativa da série do CAGED, os dados de dezembro apresentaram queda. Para a totalidade dos setores, a variação foi de -1,29%. O ajuste da demanda de trabalho depois da bolha de consumo de fim do ano, somado com a entressafra agrícola são as principais fontes dessa sazonalidade.