Foco da fiscalização
está voltado para o uso de sistemas alternativos, que foram tema de seminário
realizado pela Superintendência do Trabalho no Rio Grande do Sul.
O Ministério do Trabalho está incentivando a adoção de novas tecnologias
pelas empresas de construção civil no Rio Grande do Sul para aumentar a
segurança dos trabalhadores do setor. O objetivo é valorizar o uso de
equipamentos e sistemas de proteção alternativos, além de focar a fiscalização
em aspectos como organização do trabalho nos canteiros de obra, gestão de
segurança e saúde, uso de novas opções tecnológicas e de dispositivos que
minimizam o risco de queda nas construções.
Esses itens foram discutidos nesta semana, em Porto Alegre, durante o 4º
Seminário Segurança e as Novas Tecnologias na Construção Civil, que faz parte
da série Diálogos com a Auditoria do Trabalho promovida pela Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul (SRTE/RS). Cerca de 300
auditores do Ministério do Trabalho, engenheiros, técnicos em segurança do
trabalho, enfermeiros e pessoal de recursos humanos participaram do encontro
com o objetivo divulgar e debater novos conceitos na defesa do trabalhador.
A série discute a incorporação tecnológica, não apenas com foco na
produção e qualidade industrial, mas também quanto a possíveis impactos sobre a
saúde dos trabalhadores. “A escolha de uma determinada opção, sem levar em
conta os potenciais impactos sobre a saúde e o meio ambiente, pode ser
trágica”, afirma o coordenador do projeto de Construção Civil da Seção de
Segurança e Saúde no Trabalho da SRTE/RS, Luís Carlos Rossi Bernardes.
Segundo ele, é preciso “apresentar o novo e questionar as práticas
bolorentas e inseguras, ainda aplicadas na construção civil brasileira”, para
atingir um patamar aceitável de respeito à integridade dos trabalhadores. Nesse
sentido, um dos exemplos citados no seminário foi o da substituição das bandejas
de proteção por andaimes fachadeiros, modernos e muito mais seguros.
Também foi destaque o problema da utilização de telhas e outros
artefatos de fibrocimento com amianto, que pode causar câncer. A meta é ampliar
o uso de materiais alternativos, como as fibras sintéticas de EVA, mais seguras
diante das evidências de carcinogenicidade do amianto. “Hoje, a população de
trabalhadores mais exposta ao carcinógeno é exatamente a da construção civil”,
lembra Bernardes.
O superintendente Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul, Joaquim
Viana Cardinal, destacou que a presença de representantes de diversas áreas,
interessados em discutir a segurança do trabalhador da construção civil,
demonstra a importância da auditoria do Ministério do Trabalho. “Precisamos
aumentar o diálogo com a sociedade sobre estes temas. É necessário disseminar
amplamente estes assuntos”, declarou.
O seminário teve apoio da Associação Gaúcha dos Auditores Fiscais do
Trabalho (Agitra) e da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs).
Fonte:
Ministério do Trabalho/
Assessoria de Imprensa/Daniel Hirschmann.