Pequenos produtores do Vale do Caí estão colhendo a atual safra em mais de quatro mil propriedades
Os citricultores da Região do Vale do Caí, no Rio Grande do Sul, estão investindo cada vez mais em novas tecnologias de produção e na qualificação da mão-de-obra. Em toda a região, que responde pela maior parte da produção de frutas cítricas do Estado, são 19 municípios que cultivam diferentes variedades de laranja, bergamota e limão.
As culturas envolvem mais de quatro mil pequenas propriedades rurais que plantam, em média, 2,5 hectares de pomares. A atividade local ainda merece destaque pelo cultivo ecológico, desenvolvido em 620 hectares. Uma das cidades de maior representatividade na produção de cítricos é Montenegro, distante 61 quilômetros de Porto Alegre.
Neste ano, a safra de frutas cítricas do Vale do Caí chegará ao consumidor mais saborosa e com qualidade superior. A expectativa está baseada no resultado dos primeiros frutos colhidos, diz Derli Bonine, assistente técnico da Associação Rio-grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). “O clima seco foi responsável por uma melhor condição sanitária das variedades”, explica.
A qualidade superior vai compensar o decréscimo de 5% esperado para a produção. A queda, segundo Bonine, deve acontecer devido aos efeitos da estiagem, que prejudicou a maioria das culturas de verão do Rio Grande do Sul. No ano passado, os citricultores do Vale do Caí colheram 62 mil toneladas de laranja, 120 mil toneladas de bergamota e 20 mil toneladas de limão.
Nos últimos anos, a área plantada mantém-se estável na região, que abriga 13 mil hectares com as frutas. “Já chegamos a contar com 20 mil hectares, e acredito que seja possível recuperar esse número nos próximos cinco anos”, comenta Bonine. Para a expansão se concretizar, a cadeia produtiva precisa investir na organização e no mercado externo, ressalta o engenheiro agrônomo.
“Atualmente, são exportadas 10 mil toneladas de bergamota por ano, mas poderíamos dobrar este volume que ainda teríamos compradores”, acrescenta. A produção de laranja também tem espaço para aumentar, já que há um déficit de 100 mil toneladas da fruta no Estado.
No final de junho, durante a reunião da Câmara Setorial da Citricultura, produtores e indústrias debateram a rotulagem das frutas. “Toda a cadeia produtiva concorda com a rotulagem, indicando sobretudo a origem. A grande questão é definir, antes, uma embalagem padronizada para o produto e um sistema de classificação de variedades de cítricos”, explica Wilson Schmitt, coordenador das câmaras setoriais da Secretaria da Agricultura. No encontro, foi formada uma comissão de agricultores e comerciantes que apresentará sugestões de critérios para caixaria e tipificação das frutas às Centrais de Abastecimento do Estado (Ceasa) e à Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).
As culturas envolvem mais de quatro mil pequenas propriedades rurais que plantam, em média, 2,5 hectares de pomares. A atividade local ainda merece destaque pelo cultivo ecológico, desenvolvido em 620 hectares. Uma das cidades de maior representatividade na produção de cítricos é Montenegro, distante 61 quilômetros de Porto Alegre.
Neste ano, a safra de frutas cítricas do Vale do Caí chegará ao consumidor mais saborosa e com qualidade superior. A expectativa está baseada no resultado dos primeiros frutos colhidos, diz Derli Bonine, assistente técnico da Associação Rio-grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). “O clima seco foi responsável por uma melhor condição sanitária das variedades”, explica.
A qualidade superior vai compensar o decréscimo de 5% esperado para a produção. A queda, segundo Bonine, deve acontecer devido aos efeitos da estiagem, que prejudicou a maioria das culturas de verão do Rio Grande do Sul. No ano passado, os citricultores do Vale do Caí colheram 62 mil toneladas de laranja, 120 mil toneladas de bergamota e 20 mil toneladas de limão.
Nos últimos anos, a área plantada mantém-se estável na região, que abriga 13 mil hectares com as frutas. “Já chegamos a contar com 20 mil hectares, e acredito que seja possível recuperar esse número nos próximos cinco anos”, comenta Bonine. Para a expansão se concretizar, a cadeia produtiva precisa investir na organização e no mercado externo, ressalta o engenheiro agrônomo.
“Atualmente, são exportadas 10 mil toneladas de bergamota por ano, mas poderíamos dobrar este volume que ainda teríamos compradores”, acrescenta. A produção de laranja também tem espaço para aumentar, já que há um déficit de 100 mil toneladas da fruta no Estado.
No final de junho, durante a reunião da Câmara Setorial da Citricultura, produtores e indústrias debateram a rotulagem das frutas. “Toda a cadeia produtiva concorda com a rotulagem, indicando sobretudo a origem. A grande questão é definir, antes, uma embalagem padronizada para o produto e um sistema de classificação de variedades de cítricos”, explica Wilson Schmitt, coordenador das câmaras setoriais da Secretaria da Agricultura. No encontro, foi formada uma comissão de agricultores e comerciantes que apresentará sugestões de critérios para caixaria e tipificação das frutas às Centrais de Abastecimento do Estado (Ceasa) e à Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).