Que tal fazer das sextas-feiras, o “no e-mail day” ou “o dia sem e-mail” ?
Muitas empresas já fazem da sexta-feira o chamado “casual day” onde todos podem ir sem terno e gravata. Por que não um dia sem e-mail?
Mas, por que um “no e-mail day”?
Simplesmente porque muitos problemas poderiam ser evitados ou solucionados definitivamente se as pessoas falassem direta e simplesmente com os responsáveis, imediatamente, oralmente, olho-no-olho ou mesmo por telefone, fazendo aquilo que só o ser humano é capaz – “falar”.
E é preciso que nos lembremos que o homem brasileiro é oral e auditivo. O brasileiro comum não compreende, com facilidade, textos com períodos compostos por subordinação, por exemplo. Somos pouco “visuais” e menos ainda “letrados”. Sempre conto um fato que presenciei numa grande empresa brasileira. O gerente chama o supervisor e, mostrando um memorandum, pergunta:
– Você leu este memorandum?
– Li, sim senhor
– Você não viu que tinha data, prazo, instruções, etc.?
– Vi, sim senhor
– Então, por que não fez o que estava escrito aqui???
– Ninguém falou nada!! Estive com o senhor várias vezes depois de ter recebido este papel e o senhor não falou nada – achei que não estava valendo mais….
Este fato pode parecer anedota, mas é verídico! Para que a comunicação realmente ocorra no Brasil ela deve ser oral e, apenas, confirmada por escrito.
O verdadeiro “vício do e-mail desnecessário” precisa ser combatido. Outro dia vi um funcionário falando a outro, sentado a seu lado no escritório:
– Leu o e-mail que acabei de mandar para você?
Nesta semana, pense nisso. Volte a falar. Volte a conversar. A resolver os problemas comunicando-se com o meio mais rápido que existe quando a pessoa está disponível em nossa frente ou do outro lado de uma linha telefônica – falando.
Afinal, como diz o ditado: “Falando a gente se entende…”
Boa Semana. Sucesso!
Por Luiz Marins.