O mercado mundial de embalagens movimentou US$ 459 bilhões em 2004, devendo crescer cerca de 4% ao ano até 2009, quando, estima-se, atingirá US$ 556 bilhões. Os dados constam de estudo da Pira Internacional e a World Packa-ging Organization (WPO). Chamam atenção, no relatório, as previsões relativas ao crescimento na índia (14,2% ao ano, chegando a US$ 13 bilhões em 2009) e à China (8,2% e US$ 51 bilhões, respectivamente). Na Europa Central e Oriental, o mercado de embalagens da Polónia é o que deverá ter crescimento mais rápido (11% ao ano), galgando ao patamar de US$ 6 bilhões em 2009. A Rússia, porém, continuará liderando o segmento na região, com US$ 18,5 bilhões naquele ano. No Brasil, que não aparece no documento da Pira i divulgado em seu site mundial, o crescimento i do setor de embalagens em 2004 foi de 19%. No caso das embalagens de papel e cartão, produzidas pela indústria gráfica, o faturamento subiu de US$ 920 milhões, em 2003, para US$ 1,15 bilhão em 2004. O papel e o cartão são os materiais mais utilizados para a produção de embalagens e seu consumo com esta finalidade, em j 2004, movimentou US$ 176 bilhões. O crescimento médio previsto é de 4,2% ao ano, com resultado estimado em US$ 216 bilhões em 2009. Torna-se preocupante a previsão de crescimento dos mercados da China e da índia, enquanto o Brasil estagnará. As embalagens são! termómetros de toda a economia, sua produção cresce na proporção em que se expande o consumo de alimentos, produtos de higiene, eletroeletrônicos e todos os itens que precisam de invólucro para chegar ao consumidor final, O Indicador do Nível de Atividade (INA) da Fiesp e do Ciesp registrou, em julho último, na comparação com junho, recuo de 1,4%, sem ajuste, e 2,5%, com ajuste. O mesmo índice, em agosto, foi pífio, apontando crescimento, em comparação ao mês anterior, de 4,4%, sem ajuste, e de apenas 0,9%, com ajuste. No primeiro quadrimestre de 2005, a Abigraf registra redução das vendas externas de embalagens, um dos principais produtos da pauta de exportação da indústria gráfica brasileira, em especial caixas e cartonagens dobráveis de papel ou cartão. No primeiro quadrimestre de 2005, as exportações desses itens totalizaram US$ 4,8 milhões, ante US$ 19,7 milhões em igual período de 2004, com recuo de 75,4%. Uma das principais causas dessa queda foi o aumento da participação da China no promissor mercado. Evidencia-se efeito direto da política de câmbio sobrevalorizado.
Autor: Alfried Karl Plöger – Presidente da Abigraf/SP e da Associação Brasileira das Companhias de Capital Aberto/Abrasca
E-mail: marianalemos@viveiros.com.br
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