Conta-se uma estória que num determinado colégio de ensino médio a direção estava enfrentando um problema: as alunas adolescentes passavam batom nos lábios e retiravam o excesso “beijando” o espelho.
Logo, o espelho ficava com marcas de batom.
Por várias vezes o Diretor reuniu as meninas no auditório e, calmamente, falava sobre o assunto, solicitando que não fizessem mais aquilo.
Porém, de nada adiantava. A cada dia o espelho do banheiro aparecia com mais manchas de batom.
Então, o Diretor resolveu mudar de estratégia; colocou as alunas em fila na porta do banheiro e em pequenos grupos, de três ou quatro alunas, eram convidadas a presenciarem o zelador lavando o espelho do banheiro.
Para “higienizar” o espelho o zelador pegava um pano sujo, que já havia servido para limpar o piso, molhava com a água que estava dentro do vaso sanitário (que naquele momento já estava com a cor amarronzada) e passava o pano sobre o espelho.
Todas as alunas presenciaram a cena.
A partir daquele dia nunca mais foi encontrada uma marca de batom no espelho do banheiro.
Moral da estória: as vezes para ser ouvido/atendido, é necessário mudar de “conversa”, de estratégia.
Nem todos conseguem ouvir uma conversa “macia”.
Marcone Hahan de Souza.
Administrador e Contador. Professor Universitário. Sócio da M&M Assessoria Contábil.