Pular para o conteúdo principal

M&M Contabilidade

O Brasil ainda precisa do FMI?

Há indícios de que o governo pode renovar o atual acordo do Brasil com o FMI. Recentemente, o presidente sugeriu que o País não precisaria de um novo acordo, porém considerou ser interessante não se fechar as portas para algum arranjo “preventivo”. Se tal hipótese é verdadeira, há algumas perguntas que precisam ser respondidas. A mais óbvia é: o Brasil ainda precisa do FMI? No curto prazo, é pouco provável, dada a sensível melhoria das contas externas e a perspectiva de manutenção, ainda por algum tempo, de condições favoráveis no financiamento e comércio internacional. Assim, o caráter de prevenção diz respeito ao risco de reversão no quadro de abundância na liquidez externa. Tal possibilidade existe e está fortemente associada aos desdobramentos da situação norte-americana. Cujos défícits gêmeos (fiscal e externo) poderão provocar um ajuste mais forte sobre o dólar e a taxa de juros dos EUA. Em tal cenário, mesmo com fundamentos internos mais sólidos e com um regime de câmbio flexível que, em tese, “eliminaria” o risco de ataques especulativos contra o real, um movimento generalizado de recomposição de
carteiras dos investidores internacionais geraria uma forte pressão sobre o País. A resposta padrão, de aperto fiscal e monetário, nos recolocaria em uma trajetória recessiva. É para afastar tal fantasma e reforçar os sinais de que está comprometido com os interesses do setor financeiro que se pode racionalizar a perspectiva governamental sobre um eventual acordo com o FMI em 2005. Haveria alternativas? A resposta para este momento é sim. Hoje, ao contrário de 1998, quando iniciamos a séria mais recente de acordos com o FMI. o Pais leria condições reais de reduzir, ainda mais. sua vulnerabilidade externa. Para tanto, já deveríamos ter começado a implementar estratégias que são utilizadas largamente em outros países, especialmente os asiáticos (os menos vulneráveis a ataques especulativos, e os que mais crescem), quais sejam: (l) ampliar nossas reservas oficiais, através da compra de divisas em escala bem mais elevada do que as tímidas ações das últimas semanas: (2) reduzir os diferenciais de juros domésticos e externos, para reverter a apreciação do real; e (3) reforçar a capacidade regulatória do Banco Central sobre os fluxos financeiros externos. O objetivo é filtrar o excesso na entrada de capitais de curto prazo. Sem tais medidas, que vão de encontro aos interesses do establishment financeiro, cresce o apelo de um acordo preventivo com o FMI. Seguiríamos na tutela do Fundo, cujos vínculos estreitos com Washinston e Wall Street são universalmente conhecidos.


Economista e professor da Ufrgs


André Moreira Cunha – amcunha@hotmail.com

Soluções Contábeis Completas para Sua Empresa

Abertura de Empresa

Ajudamos você a abrir sua empresa de forma rápida, segura e sem burocracia, garantindo que tudo esteja regularizado desde o início.

Assessoria para
MEI

Cuidamos de toda a burocracia do MEI: DAS, declaração anual, para você focar no crescimento do negócio.

Contabilidade para Igrejas

Oferecemos suporte completo para gestão fiscal, contábil e financeira de instituições religiosas, garantindo regularidade e segurança.

Contabilidade Especializada

Contabilidade completa para empresas dos principais regimes tributários: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.

Receba nosso Informativo

Novidades tributárias, trabalhistas e contábeis direto na sua caixa de entrada.

Pronto para ter uma contabilidade que trabalha a favor do seu negócio?

Preencha o formulário para receber o eBook gratuitamente