Nas últimas décadas, o desenvolvimento tecnológico e a aplicação do conhecimento na busca de vantagem competitiva vêm tendo um impacto significativo no valor das organizações, resultando em benefícios intangíveis que agregam valor às mesmas. Esse conjunto de intangíveis é chamado de Capital Intelectual.
O conhecimento tornou-se o capital principal, o centro de custo e o recurso crucial da economia. Isso muda as forças produtivas e o trabalho; o ensino e o aprendizado; e o significado do conhecimento e suas políticas. Hoje, os novos detentores do poder são os homens do conhecimento.
Alguns exemplos bem conhecidos confirmam essa mudança de comportamento: a Lotus foi comprada pela IBM, em 1995, por 3,5 bilhões de dólares (cerca de 14 vezes a avaliação contábil de 250 milhões de dólares). Esse ágio representa a avaliação monetária do conhecimento exclusivo do Notes e de alguns aplicativos. A Microsoft – empresa de Bill Gates e Paul Allen – é muito mais capital intelectual do que capital físico. O Yahoo, um dos principais sites de busca, chegou a um valor de mercado em torno de 50 bilhões de dólares, passando, num certo momento, a General Motors (GM), maior montadora de veículos do mundo.
O conhecimento não é um tema novo. O que mudou é o enfoque atual. É olhar o conhecimento como um importante ativo nas organizações e administrá-lo com a mesma atenção dedicada aos ativos mais tangíveis.
Em conseqüência, o sucesso das organizações depende fundamentalmente de um constante investimento na inteligência humana, através da capacitação das pessoas, que são o maior patrimônio de uma empresa.
O capital intelectual é, hoje, uma realidade que não se pode mais negar.
Autor: Paulo Roberto Barbosa Soares – Médico – Gerente de Controladoria do GHC – Pós Graduando em Controladoria UFRGS
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