O orçamento é uma poderosa ferramenta de gestão para as empresas que buscam se tornar referência de qualidade, sendo um prestimoso auxiliar do gestor no sentido de orientar as ações e os esforços dos líderes das áreas de uma organização.
O processo orçamentário consiste na formalização e na sistematização das tarefas de planejamento e controle. De maneira bastante simplificada, trata-se da expressão monetária dos planos de ação nos diversos setores de uma instituição.
Embora o orçamento seja usado como instrumento de controle, seu objetivo não é impor limites para cercear a iniciativa e a criatividade, mas, sim, fomentar a eficácia operacional. Ele promove um ambiente de comprometimento com a missão e com os objetivos da empresa, além de levar à criação do hábito de realizar estudos prospectivos, por. meio do exame dos fatores que possam vir a afetar ou a influenciar o processo decisório. Serve, também, como referência para a avaliação de desempenho. Ou seja, é um meio para se chegar a um determinado fim, utilizado pelo gestor para controlar custos e despesas, além de possibilitar o acompanhamento dos investimentos e da geração de receitas nos processos de execução do planejamento.
Planejar significa desenvolver, no presente, um projeto detalhado de tarefas para alcançar um objetivo-fim no futuro; não é um ato isolado – depende da troca de informações internas e externas. Pode-se, em breves palavras, descrever a relação entre planejamento e orçamento: o planejamento fixa, antecipadamente, as ações a serem executadas; o orçamento quantifica todo o planejamento, identificando responsabilidades na implantação das ações. Promover a integração entre as diversas áreas da empresa é uma estratégia interessante, pois, além de colaborar para um ambiente saudável da instituição, favorece a realização do planejamento e do controle orçamentário.
A elaboração do orçamento requer intensa participação dos gerentes, a fim de que as reais necessidades de cada setor sejam conhecidas, sendo condição básica, para tal, a qualificação das pessoas envolvidas.
Por fim, da gestão e do acompanhamento do processo orçamentário depende seu êxito: quanto mais intenso for esse acompanhamento, melhores e mais eficazes tenderão a ser as medidas tomadas e, conseqüentemente, maior será o nível de eficiência das atividades da organização.
O desencadeamento desse processo dar-se-á somente se a organização dispuser de uma área de TI com ampla capacidade de interação com a administração estratégica de riscos, desenvolvendo ou viabilizando soluções customizadas para o monitoramento sistémico das contas correntes. Os bancos vêm investindo expressivas quantias em sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro, todavia, mesmo a ferramenta ideal mostra-se impotente diante de um ambiente de controles vulneráveis.
Uma estrutura de controles pró-ativa requer que o decisor estratégico, subsidiado pela Atividade de Inteligência, proceda à validação periódica dos processos empresariais, buscando assim, capturar premissas confiáveis que contribuirão para o alcance de uma gestão de riscos eficaz. Em outras palavras, inteligência é informação.
Autora: Janice Kohls – Pós-graduanda em Controladoria de
Gestão – UFRGSfrgs
E-mail: jkohls@ig.com.br
Publique seu artigo. Clique aqui e acesse mais informações sobre publicação de artigos…