Não tenho férias.
Trabalho todos os dias.
Todos os dias do ano.
De dia e de noite.
Estou sempre à disposição dos meus “donos”.
Às vezes o desperto para o trabalho.
À vezes o desperto para as viagens.
Às vezes “chamo” sua atenção para a agenda.
Às vezes até sirvo para marcar início ou
término das suas atividades rotineiras, ou não tão rotineiras assim…
Às vezes sirvo para que olhem os dias da semana
ou mesmo os números dos dias.
Sou um servidor fiel. Muito fiel!
Já fui de corda.
Já fui automático, onde com uma mexida do pulso
voltava a funcionar…
Hoje funciono com pilha. Pilha bem pequenina.
Sou antigo em minha atividade. Muito antigo!
Continuo fiel. Muito fiel. Desde os meus
primórdios…
Quem sou eu?
Ainda não sabem?
Já percorremos alguns minutos desde o início
desta leitura.
Bem então vou contar um pouco da minha longa
história, pois até nas paredes das casas às vezes eu estou. E não é só para
enfeite… estou trabalhando. Estou servindo meus donos…
Até som eu tenho. Nem sempre… Vários sons.
Tudo iniciou com o “início” da humanidade.
Me criaram para dividir o tempo e organizar
tarefas.
Era dia.
Era noite.
E isso indicava a hora de caçar ou proteger-se
“dos inimigos”.
Adivinharam?
Sou o relógio.
Sim, sou o relógio.
O organizador do ser humano.
O relógio de Sol foi a primeira idéia
encontrada para realizar a organização. Não marcava horas, mas
apenas dividia o dia. Mas não funcionava
durante a noite ou em dias nublados.
Durante muitos séculos, os relógios rivalizaram
com os sinos na demarcação das tarefas da comunidade.
Os famosos relógios suíços, tiveram origem em
Genebra, por volta do século XVI. A indústria relojoeira
evoluiu rapidamente e tornou-se um marco
naquele país pela tecnologia da precisão.
Com o advento dos relógios de quartzo, os
suíços perderam mercado e além de tudo são muito mais
baratos e, também, muito precisos.
Claro está, que os colecionadores preferem os
suíços. São considerados jóias. Jóias raras! E caras…
A divisão das horas em 60 minutos de 60
segundos pode ter resultado do sistema sexagesimal usado na
antiga Babilônia e que depois foi usado no
Egito. Eles dividiram o círculo em 360 graus e tudo girava em torno dessa
forma, acabando por interferir na nossa medida convencional de horas.
O tempo não para!
O relógio às vezes nos prega uma peça: termina
a pilha.
É o modernismo. Não podemos fugir a isso…
Vou deixar vocês.
Sabem porque?
Olhem nos relógios de vocês: no pulso, na
parede ou no computador e verão que já ultrapassei o tempo que vocês dispuseram
para ler estas “mal traçadas linhas”.
Tudo tem seu tempo!
E para tudo temos agenda…
Agenda é a organização de nosso tempo e esse
tempo é organizado através de nosso relógio.
Bom tempo!
Agradecido pela leitura!
Por David Iasnogrodski.