Ao dirigirmos um automóvel, frequentemente, damos uma olhada rápida pelo retrovisor. Vimos se tem alguém muito próximo, se está nos ultrapassando, etc. Também olhamos no retrovisor ao mudar de faixa de rodagem, ultrapassar outro veículo ou converter (dobrar) à esquerda ou à direita.
Agora, quando vamos parar (estacionar) ou andar de marcha ré, realmente necessitamos olhar muito pelo retrovisor.
Mas, de uma forma geral, olhamos muito mais para a frente do que para o retrovisor. Podemos até comparar os tamanhos, e o parabrisa, que serve para olhar para a frente, é muito maior que o retrovisor, que serve para olhar para trás.
E, na vida profissional ou a sua empresa, está olhando mais pelo parabrisa ou para o retrovisor.
Muitas vezes, quando alguém sugere algo, que pode ser visto como uma inovação, não falta alguém para dizer:
-“aqui na empresa não funciona. Já tentamos algo similar e não deu certo”.
Outro diz:
-“a nossa empresa sempre fez assim, há 30 anos, não é agora que vamos mudar” (sem considerar que a empresa de hoje não é aquela de 30 anos atrás. Tudo mudou. Logo, o que deu certo ou errado há 30 anos atrás não é um bom indicativo que dará certo ou errado hoje);
Me desculpem, mas são pessoas que só olham pelo retrovisor.
Portanto, devemos olhar pelo retrovisor sim, rapidamente, para ver como está a concorrência (se é que estamos na frente. Para ver se estão vindo próximo, se vão nos ultrapassar, etc.), mas devemos olhar, em grande parte do nosso tempo, para a frente. Para onde queremos chegar.
Lembre-se olhar muito para trás (pelo retrovisor) é sinal que você está estacionando (parando) ou andando em marcha ré – para trás-.
Você como profissional, ou sua empresa, quer parar (estacionar)? Quer andar para trás (de marcha ré)? Caso não deseje isso, pare de olhar só para o retrovisor. Olhe pelo parabrisa. Olhe para frente.
Marcone Hahan de Souza
Contador e Administrador. Sócio da M&M Assessoria Contábil.