Meu pai para ir a Gramado, chegou a viajar de trem. Verdade! De trem. Maria Fumaça. Hoje em dia em gastamos pouco mais de uma hora, através de estradas lindas e às vezes com algumas “crateras” e alguns pedágios e chegamos à Região das Hortênsias.
Outros tempos!
Hoje em dia para irmos ao litoral gaúcho, partindo da capital dos pampas, além de pagarmos pedágio, passamos por uma free-way, que em muitos momentos há congestionamentos angustiantes. Mas se não for estes inconvenientes, também, em quase cento e vinte minutos chegamos à Capão da Canoa. Só para citar um exemplo de cidade litorânea.
Em outras épocas tínhamos que ir, obrigatoriamente, por Santo Antonio da Patrulha. Ali realizávamos uma pequena parada com objetivo de descansar e saborear um sonho – um dos atrativos da região. Logo em seguida nos encontrávamos novamente na estrada. Nem todos trechos eram asfaltados e muito estreitos.
Quando chegávamos em Morro Alto tínhamos que descer do carro ou do ônibus. Tínhamos que atravessar um pequeno rio através de balsas.
Sim, de balsa! Todos na balsa…
Hoje, naquele local existe uma ponte. Só depois poderíamos pegar novamente a estrada e chegar no nosso destino, por exemplo em Capão da Canoa.
Para os outros balneários mais distantes como Arroio Sal ou mesmo Torres precisaríamos ir via praia.
Sim, pela areia. Muitas vezes, inclusive, nossos veículos ficavam atolados e para tanto precisávamos do auxílio de tratores ou de carretas de bois. Sim, de bois…
Imaginem só! Martírio para nos encontrar com o mar…
Outros tempos!
Tempos de verão…
Tempos de veraneio!
Tempos de férias!
Autor: David Iasnogrodski – engenheiro, administrador e escritor.
E-mail: david.ez@terra.com.br
Sobre o autor:
David Iasnogrodski é formado em Engenharia Civil, Administração de Empresas e Administração Pública pela UFRGS.
Exerce atividades como Engenheiro Civil, na Prefeitura de Porto Alegre, e, como professor, na Faculdade São Judas Tadeu, ADVB/RS e ABRH, nas disciplinas que envolvem o mundo dos negócios, com ênfase na área motivacional.
É colaborador de diversos jornais, tendo conquistado o primeiro lugar no Concurso Nacional Literário da Casa do Poeta Riograndense/2001.
Autor dos livros: “Obrigado Porto Alegre”, “Atendimento 10 – A Fórmula do Sucesso” , “Meu Bom Fim Brasileiro“, dos Livros CD: “A Marca é que Marca” e “Moderna Relação Marketing e Vendas” e do livro: Roteiro de Sonhos.

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