Resultado
foi puxado por Serviços, Indústria e Comércio; no acumulado do ano, saldo é de
163,4 mil novos postos de trabalho
O
Brasil fechou o mês de agosto/2017 com um saldo positivo de 35.457 novos postos
de trabalho, com crescimento de 0,09% em relação ao estoque do mês anterior.
Esse foi o quinto mês consecutivo e o sexto do ano em que o Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged) registrou um número maior de contratações do
que demissões.
O
resultado positivo de agosto reflete a diferença entre 1.254.951 admissões e
1.219.494 desligamentos. No acumulado do ano, houve crescimento de 163.417
postos de trabalho, uma expansão de 0,43% em relação ao estoque de dezembro de
2016.
“Os
números do Caged em agosto confirmam o processo de retomada gradual, mas firme
e consistente da nossa economia, como resultado das medidas adotadas pelo
governo para o País voltar aos trilhos do crescimento”, afirmou o ministro do
Trabalho, Ronaldo Nogueira.
O
saldo do mês passado é o maior desde agosto de 2014, quando foram abertas
130.904 novas vagas. Depois, houve dois anos seguidos de redução, com saldos
negativos em agosto de 2015 (-77.320 postos) e agosto de 2016 (-22.261 postos),
na série ajustada.
Em
2017, o Caged já havia registrado saldos positivos em fevereiro (+46.105),
abril (+71.198), maio (+41.269), junho (+12.431) e julho (+35.900). Apenas em
janeiro (-34.585) e março (-59.738) houve reduções. No acumulado dos últimos 12
meses, o saldo ainda é negativo, com o fechamento de 544.658 postos de
trabalho, uma redução de 1,40% no contingente de empregados celetistas do
País.
Setores
Cinco
dos oito setores de atividade econômica tiveram crescimento no nível de emprego
em agosto. Destacaram-se:
·
Serviços: +23.299 postos (+0,14%);
·
Indústria de Transformação: +12.873 postos
(+0,18%);
·
Comércio: +10.721 postos (+0,12%);
·
Construção Civil: +1.017 postos (+0,05%);
·
Administração Pública: +528 postos (+0,06%).
Apenas
três setores tiveram reduções:
·
Agricultura: -12.412 postos (-0,75%);
·
Serviços Industriais de Utilidade Pública: -434
postos (-0,11%);
·
Indústria Extrativa Mineral: -135 postos (-0,07%).
O
crescimento no setor de serviços foi puxado pelos subsetores de Ensino;
Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários; Administração de Imóveis,
Valores Mobiliários e Serviços Técnicos Profissionais.
Na
Indústria de Transformação, 8 dos 12 subsetores apresentaram resultados
positivos, com destaque para a Indústria de Produtos Alimentícios e Bebidas;
Têxtil e de Vestuário; Metalúrgica; a Materiais de Transporte; e Madeira e
Mobiliários.
O
bom desempenho do Comércio é explicado pelo crescimento do Comércio Varejista,
com destaque para as áreas de Comércio Varejista de Mercadorias em Geral,
principalmente Produtos Alimentícios – Hipermercados e Supermercados; Comércio
Varejista de Produtos Farmacêuticos para Uso Humano e Veterinário; e Comércio
de Peças e Acessórios para Veículos Automotores.
Na
Construção Civil, o saldo positivo foi impulsionado por Construção de Rodovias
e Ferrovias; Instalações Elétricas; e Obras de Terraplenagem.
Já
a Agricultura teve uma redução em agosto, devido às quedas nos subsetores de
Cultivo de Café e Atividades de Apoio à Agricultura. Por outro lado, houve
crescimento no número de novas vagas nos cultivos de Plantas de Lavoura Temporária
não Especificadas; Frutas de Lavoura Permanente, exceto Laranja e Uva; e
Cana-de-Açúcar.
Regiões
e Estados
Segundo
os dados do Caged, todas as regiões apresentaram crescimento do nível de
emprego em agosto, com destaque para o Nordeste, que registrou 19.964 novos
postos (+0,32%). Na Região Sul, foram 5.935 novas vagas (+0,08%), um pouco
acima do saldo do Centro-Oeste, com 4.655 vagas abertas (+0,15%). As regiões
Norte, com 3.275 novos postos (+0,19%) e Sudeste, com 1.628 postos (+0,01%)
também tiveram crescimento no emprego formal. “Os números mostram que o
crescimento do emprego e a recuperação da economia já ocorre em todo o País”,
pontuou o ministro
Entre
os 26 estados e o Distrito Federal, 19 tiveram saldo positivo. Os maiores
crescimentos ocorreram em São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco e
Paraíba.
Confira
os dados completos
aqui
.
Fonte:
Ministério do Trabalho
/Assessoria
de Imprensa