Esta história conta-se
como verdadeira e teria acontecido com universitários de Minas Gerais.
Quatro amigos teriam
viajado para “curtir” um fim-de-semana numa cidade do interior. Como a “farra”
estava muito boa, resolveram estender um pouco mais, retornando só na
segunda-feira pela manhã. Porém, esqueceram-se de uma prova importante que
teriam naquele dia.
Embora tentassem
voltar o mais rápido possível, chegaram muito atrasados para a prova.
Antes, porém,
combinaram a estória que iriam contar.
Ao chegarem, um deles
se dirigiu ao professor e lhe falou:
–
professor, fomos para o interior, estávamos preocupados com a sua prova,
começamos a retornar ontem a noite, porém, furou um pneu e fomos nos dar conta
que não tínhamos a chave de rodas. Como o lugar era de difícil acesso, só
conseguimos ajuda agora pela manhã. É possível o senhor nos dar uma nova
oportunidade para realizar a prova?
O professor respondeu:
– claro,
só me dê alguns minutos para eu elaborar uma prova diferente daquela que eu
apliquei aos seus colegas.
Dentro de 10 minutos o
professor já havia elaborado a prova, colocado um aluno em cada sala e retirado
os seus telefones celulares. Enfim, tomado todas as providências para que não
se comunicassem. Distribuiu a prova com apenas duas questões:
1) Escreva algo sobre
a “Equação de Navier – Stokes (vale 0,5 pontos)
2) Qual pneu furou?
(vale 9,5 pontos).
Moral da história:
A “mentira tem a
perna-curta”. Não vai muito longe.
Em nossos dias, nas
empresas que trabalhamos, quantos dos nossos colegas já “mataram” a mãe umas
três vezes? Quantos pais já “ficaram doentes”? Quantos pneus de ônibus “foram
furados”? Quantos ônibus “estragaram”? Quantas “mentirinhas comerciais”? Culpa
do fornecedor que “não entregou no prazo”. Foi “erro do estagiário”. E, mais
uma infinidade de desculpas mentirosas. Tem-se dificuldades em assumir os
erros, as falhas.
Nem todas as mentiras
são “descaradas” como essa do pneu furado. Começa-se omitindo alguns fatos e
incluindo outros, para a estória ficar menos ruim e mais convincente. Gosta-se
da ideia e passa-se quase a acreditar naquela pequena mentira. Então, se “fantasia”
mais ainda para a mentira ficar mais interessante. Isto forma-se um vício. Uma
praga.
. Porém, assim como na
história do pneu furado, a mentira não vai longe. Quando a verdade vem à tona,
“a casa cai”. Portanto, fale a verdade e não tenha medo. Você não precisará
“mudar de estória a cada capítulo”.
Concluo com uma frase
do meu ex-chefe, há 30 anos atrás, que ainda a utilizo no meu dia-a-dia: “quem
fala a verdade, não merece condenação”. Terão situações que deverão ser
“condenadas”. Mas, com certeza, atenuadas pelas pessoas terem falado a verdade.
Marcone
Hahan de Souza
Administrador
e Contador. Professor Universitário. Sócio da M&M Assessoria Contábil.