A
realização de grandes eventos mundiais no Brasil, como Copa e Olimpíadas, tem
atraído olhares para nossa rede hoteleira. Infelizmente, apesar de vivermos em
um País de turismo crescente, ainda se vê falhas em infraestrutura e preparo
por parte dos hotéis, o que gera críticas de organizadores e investidores. Não
apenas os acontecimentos esportivos motivam a necessidade de melhorias: nossas
belezas naturais e festas típicas atraem turistas. Além disso, o aumento da
renda no País gerou mais de 79 milhões de desembarques domésticos em 2011,
15,8% a mais que em 2010. Portanto, enquanto acompanhamos as demoradas reformas
dos estádios, as melhorias na rede hoteleira precisam ser feitas de forma muito
ágil. Acomodações não padronizadas, falta de sinalização bilíngue e pouco
treinamento do quadro funcional são alguns erros cometidos pelos
estabelecimentos, que se mostram despreparados para um público acostumado a
conforto, praticidade e informação.
Um ponto fraco é a
falta de acessibilidade para portadores de necessidades especiais, que poderiam
incrementar o fluxo de turistas se recebessem mais atenção. Outra falha é a
falta de posicionamento da operação, que não mostra claramente a identidade do
estabelecimento. É preciso levar em conta o uso desejado (business ou lazer), o
local (praia, serra ou grandes cidades) e o conceito antes de definir
benefícios como wifi, academia, sala de convenções ou piscina. Muitas vezes as
mudanças são simples, mas precisam fazer parte de uma nova cultura, cuja
palavra de ordem deve ser a qualificação.
Adequações
arquitetônicas de todas as formas precisam ser planejadas e executadas por
profissionais especializados, que aplicam conceitos de funcionalidade segundo
as necessidades de cada empreendimento. Com boas instalações, infraestrutura
adequada e sinalização eficiente, o Brasil e o Rio Grande do Sul têm tudo para
se consolidar como polo turístico antes, durante e depois dos eventos
internacionais.
Por Arlene Lubianca.