“Quem não gosta de samba, bom sujeito não é.
Ou é ruim da cabeça ou doente do pé…”
Diz sabiamente a letra do samba.
Lembram?
Acredito que muitos de vocês – os jovens – não estão recordando.
Hoje o samba está voltando. E voltando a todo o vapor, apesar das músicas importadas que estão em todos os lugares.
Voltando, inclusive em São Paulo…
Porque digo isso?
Há mais de 50 anos, mais precisamente em 1955, um “poetinha” denominado de Vinícius de Moraes afirmou que: “São Paulo é o túmulo do samba”. Já naquela época não era de todo certo a afirmação, pois a “grande” São Paulo já contava com compositores de grande categoria.
Hoje então a frase é perdida.
Sabem porque?
A juventude paulistana está cada vez mais apreciando a nossa música – o Samba -.
O grande exemplo é o sucesso do Samba da Vela, onde no centro de uma roda, normalmente formada por mais de 200 pessoas ficam cantando sambas de compositores inéditos.
Quando?
Todas as segundas feiras na Casa de Cultura de Santo Amaro. – Com chuva ou frio – Também neste local maravilhoso cheio de motivação poetas se fazem presente e são incentivados pelo público a falar seus versos para o público.
Porque Samba da Vela?
Inicialmente as rodas de samba não tinham hora para finalizar. Como as terças-feiras são dias normais para o “batente” a platéia e os músicos ficavam ali até o amanhecer e aí… bem aí, muitos davam a desculpara que estavam em Roda de Samba, e as faltas complicavam a todos…
Surgiu daí a idéia genial: ” Porque não colocar uma vela…” Vela????
Acenderam no início da Roda de Samba uma vela e quando ela apagava significava o final de tudo. Com isso ninguém ia ficar prejudicado…
Não é uma idéia genial? E assim aconteceu e continua acontecendo.
Funciona o “Samba da Vela” num casarão do século 19, tombado pelo patrimônio histórico. Tudo em Santo Amaro. Na cidade de São Paulo.
Samba nas segundas.
Samba da Vela
Uma idéia do samba.
Uma idéia para o turismo.
Uma idéia para o samba!!!!!
O samba.
O “nosso” samba…
“Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou doente do pé…”
David Iasnogrodski é formado em Engenharia Civil, Administração de Empresas e Administração Pública pela UFRGS.
Exerce atividades como Engenheiro Civil, na Prefeitura de Porto Alegre, e, como professor, na Faculdade São Judas Tadeu, ADVB/RS e ABRH, nas disciplinas que envolvem o mundo dos negócios, com ênfase na área motivacional.
É colaborador de diversos jornais, tendo conquistado o primeiro lugar no Concurso Nacional Literário da Casa do Poeta Riograndense/2001.
Autor dos livros: “Obrigado Porto Alegre”, “Atendimento 10 – A Fórmula do Sucesso” , “Meu Bom Fim Brasileiro“, dos Livros CD: “A Marca é que Marca” e “Moderna Relação Marketing e Vendas” e do livro: Roteiro de Sonhos.
