Steve Jobs esteve entre os 20 maiores empreendedores do século segundo avaliação da revista Fortune. Fazendo uma análise dos nomes apontados pela revista, percebe-se a influência poderosa do ambiente que os cerca exerce sobre o desempenho empreendedor de cada um. Todos os eleitos vivem ou viveram em países prósperos como os Estados Unidos e o Japão. Porém, se formos considerar o momento histórico de cada um, nem sempre conseguiram criar fama e fortuna em meio a condições favoráveis. Ao contrário, alguns abandonaram promissoras carreiras. Steve Jobs, por exemplo, desistiu de cursar a Universidade de Stanford para fundar a Apple, com a intenção de perseguir um sonho, algo tão intangível que a maioria dos mortais nem mesmo consegue perceber. Vencendo em meio à recessão, construindo o sucesso apesar de difíceis situações políticas e econômicas, esses empreendedores provaram que o ambiente influencia, mas não determina por si só o destino do indivíduo.
Os empreendedores bem-sucedidos têm uma fé inabalável em sua capacidade de gerar sucesso. Mesmo sofrendo derrotas, reorganizam suas forças, realocam as energias e partem para uma nova empreitada, sem medo das consequências. Os triunfadores não têm medo do fracasso, pois consideram apenas uma etapa na construção do sucesso. Os grandes empreendedores também têm uma perspectiva diferente da realidade. Isso possibilita a geração de inovações extraordinárias, que promovem a revolução que lhes dá notoriedade. O ser inovador é muito mais do que criativo. É capaz de raciocinar numa faixa diferente, mas não desprovida de sentido. Ao contrário, ele dá sentido ao caos, cria um método inovador para lidar com as demandas que gera solução onde todo mundo se acostumou a conviver com problemas. Outra semelhança é que todos construíram seu triunfo com uma dose elevada de esforço. Não há história de sucesso sequer que dispense um investimento substancial de trabalho. Assim, o trabalho é o método utilizado por 100% dos empreendedores mais bem-sucedidos do século XX para concretização de seus propósitos. Claro que tais características não resumem a alma empreendedora, mas são pontos comuns que merecem reflexão.
Por Sergio Kaminski, Engenheiro, vice-presidente da Federasul.