“Os
treinamentos in company traduzem de maneira mais eficiente a cultura e as
competências organizacionais, o diferencial competitivo da organização”, afirma
a diretora de capacitação da seção gaúcha da Associação Brasileira de Recursos
Humano (ABRH-RS), Gabriela Pezzi. A executiva também vê nos treinamentos
internos uma tendência, que já vem há bastante tempo, tanto na indústria quanto
no comércio.
Gabriela
ainda afirma que a eficácia das capacitações aumenta porque o plano de aula é
construído de forma conjunta entre a companhia e, geralmente, um consultor ou
empresa de ensino. “Tem muito a ver com o jeito único de ser da empresa,
difícil de ser copiado. A própria atmosfera do grupo e os cases que são
trabalhados, dificilmente o profissional tem como buscar isso no mercado”,
continua ela, acrescentando que a capacitação externa também pode ser buscada
em casos de pequeno número de funcionários ou de alguma qualificação muito
específica.
A
docente do curso de Gestão em Recursos Humanos, Administração e Hotelaria da
Faculdade Senac de Porto Alegre Rosângela Ligabue também afirma ser essa uma
iniciativa capaz de gerar bons resultados para as companhias. “A tendência é as
organizações darem conta da formação dos profissionais internamente, porque não
vem pronto”, afirma. “Porém, é um investimento que leva tempo, de médio e longo
prazo, e tem que ser uma constante, com acompanhamento, monitoramento do
desempenho, feedback. Não dá para fazer um mês e achar que já está bom”,
continua a docente.
Fonte: Jornal do Comércio – 28/10/2013 – Página 03