Amtrak e o nome da companhia estatal dos USA, comemora 40 anos de existência e faz parte da estratégia institucional do governo. Estou indo de Washington para Chicago, que leva com as paradas 24 horas. Faz parte da minha experiência de show movimento, ou seja, curtir mais os momentos. O mesmo com a comida, fast food somente em emergências.
O interessante disto e o que acontece no trem. No vagão restaurante, conversas com estranhos até não serem mais estranhos. Uma família esta indo visitar a avô, de 98 anos. Vamos duas vezes ao ano. Não sabemos até onde ela vai. Nas poltronas, de cada 10, 8 tem ou lap top, ou ipad, ou Iphone ou um reader ou um livro de papel. A propósito, como se vê gente acima do peso aqui. É o estilo de vida.
E o trem sacode, aquele balanço que convida para dormir, lembra a mãe embalando o filho. O apito tradicional de trem passando, todos a bordo é constante. E nostálgico. As ferrovias no Brasil aos poucos estão sendo reconstruídas, mas até chegarmos a ter uma malha para trens de viagens por este país continental, vai demorar. E isto foi, sem dúvida foi um erro estratégico. Abandonar a RFFSA foi um erro que torna nossas estradas perigosas e em estatísticas altas de mortes diárias.
A viagem mais longa que diz de trem foi de 12 dias. De Moscou para Beijing, passando por Ullan Bator, capital da Mongólia e o deserto de Gobi. A mais curta foi a ferrovia do vinho em Garibaldi, mas tinha vinho, queijo e musica.
Tudo e uma questão de atitude.
Por Marcos Hans.