Estou tomando café. Um “pingadinho”.
Alegre. Muito alegre!
Junto aos amigos.
Esperando os filhos que estão no congestionamento do “feriadão”.
Angústia!
Mas eles estão chegando… Já me telefonaram. Estão perto do destino final.
Estou junto aos meus amigos. Tomando um café. Um “pingadinho”. Num “shopping”.
E eu a olhar o firmamento, mas sorrindo e prestando atenção nas conversas.
Chegou à hora! A hora do fechamento deste Centro Comercial.
Muito calor!
Despeço-me dos amigos.
Vou para casa.
Com o carro do meu filho, pois o “meu” está com ele. E ele está no congestionamento.
Chego em casa!
Janto! Vejo TV junto à minha esposa. Sempre sorrindo. Os filhos começam a chegar. Contam-me tudo! Até do período dos congestionamentos. Ele chegou de “Punta’, e ela de” Floripa ““.
Muito calor! Lá e aqui, dizem eles.
Vou dormir.
O calor continua.
Custo a dormir…
Acordo cedo.
Tomo café.
Sinto sono.
Volto a dormir e não acordo mais…
É uma história triste para uma família unida e alegre.
Inicia o choro da perda.
Inicia o pensamento na perda…
Na perda de um chefe de família.
Na perda de um amigo.
Tudo depois de um dia no “shopping”. Tudo depois do “pingadinho” junto aos amigos.
Tudo depois de um feriadão.
Tudo no início de uma nova década. Década de esperanças… Para muitos!
Início de planos para outros.
Para outros tudo perdido!
Será mesmo?
Não será o “fim” de uma jornada previamente traçada?
Tudo a pensar.
Mas aconteceu a perda de um ente querido…
Um dia após o outro – tudo depois de um “pingadinho”. Pingadinho no “shopping”…
Tudo pode acontecer!!! Tudo pode acontecer num dia depois de outro…
“Tristeza não tem fim, Felicidade sim…” – É a letra da música.