Gordon Brown, ministro britânico das Finanças, no exercício da presidência rotativa do G-7 afirmou na última semana de outubro, que ” uma nova era requer uma nova abordagem e os ministro (do G-7) concordam que neste novo mercado global interdependente e com reações instantâneas é necessários criar sistema para supervisão, transparência, regulamentação e estabilidade tão sofisticadas quanto os mercados em que são aplicados “. Significando que deverão estabelecer bases mais modernas para os mercados financeiros no século 21 e limitar as flutuações entre a expansão e recessão, flutuações estas que destroem esperanças e reduzem a riqueza global. Serão estabelecidas, para o combate das crises financeiras, uma série de melhorias na regulamentação, maior transparência, códigos de conduta mais rígidos, e por fim nova rede de segurança no Fundo Monetário Internacional. Se assim estão fazendo os países mais ricos, é porque sentiram na própria pele o efeito bumerangue da crise que se iniciou na Ásia. Uma agenda de reforma do sistema internacional é extensa e complexa. Não existem soluções prontas e fáceis de serem implantadas. Deve-se pois fazer propostas concretas e não profissões de fé ideológicas, e, isto parece já começar a se delinear, com as mudanças dos principais governos da Europa, de aparência de “esquerda” mas distantes anos-luz do velho socialismo, que estão em busca de uma terceira via, mesmo não sabendo muito onde ela se encontra. E nós país emergente não devemos ficar de braços cruzados aguardando que a solução por outros seja encontrada, temos condição política, competência intelectual e experiência diplomática para fazer parte do debate sobre a nova ordem internacional globalizada, não ruinosa e até quem sabe solidária. Afinal somos o último baluarte antes que a crise atinja o coração da globalização.
Autor: Décio Pizzato – Economista
E-mail do Autor: dbpizzato@cpovo.net
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