De abril de 2003 a abril de 2004, o crescimento foi de 9,89%
Em abril, 24 das 27 Unidades da Federação assinalaram resultados mensais positivos no volume de vendas, número inferior ao de março, quando 26 Estados registraram crescimento. As maiores contribuições para a expansão do varejo nacional vieram de São Paulo (9,26%), Rio de Janeiro (8,73%), Minas Gerais (12,63%), Rio Grande do Sul (8,30%), Paraná (11,34%) e Santa Catarina (12,89%). As quedas no volume de vendas ocorreram em Roraima (-16,37%), Tocantins (-1,77%) e Amapá (-1,66%).
Nos últimos dois meses, São Paulo e Rio de Janeiro, que agregam praticamente metade da receita do varejo nacional, vêm obtendo taxas mensais de desempenho muito próximas. Em abril, suas variações no volume de vendas foram de 9,26% e 8,73%, respectivamente. Todavia, estes Estados acumulam em 12 meses taxas bem diferenciadas (0,32% e -3,01%, respectivamente), conseqüência de trajetórias discrepantes ao longo de 2003.
Entre os grupos de atividades (Tabela 1), cresceu o volume de vendas de Móveis e eletrodomésticos (32,79%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,72%); e Combustíveis e lubrificantes (9,05%). O segmento de Tecidos, vestuário e calçados sofreu a única queda do mês (-2,27%).
Continua vindo de Móveis e Eletrodomésticos a principal contribuição para o crescimento do varejo nacional. As taxas do volume de vendas de abril foram de 32,79% sobre abril do ano passado (segundo mês consecutivo acima dos 30% neste indicador), de 25,85% no acumulado dos quatro primeiros meses de 2004 e de 10,27% para o acumulado dos últimos 12 meses.
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 6,72% em relação a abril de 2003, taxa maior que a de março (3,86%), nesta comparação. Mas os acumulados de 4,66% para janeiro-abril e de -1,42% nos últimos 12 meses continuam abaixo da média nacional (8,01% e 0,42%, respectivamente).
O ramo específico de Hipermercados e supermercados, que vinha revelando desempenho levemente menor do que o da atividade como um todo, apresentou este mês taxas maiores: de 7,19% em relação a abril do ano passado, de 4,75% no acumulado do ano e de -1,29% no acumulado dos últimos 12 meses.
A atividade de Combustíveis e lubrificantes exerceu, em abril, o terceiro maior impacto positivo sobre a taxa global do setor, com resultados muito próximos da média do varejo: seu volume de vendas aumentou 9,05% em relação a abril do ano anterior, acumulou alta de 7,93% no ano e de 0,12% nos últimos 12 meses.